Thursday, February 16, 2017

O governo não sabe ser banqueiro


A pergunta que sempre me fiz e para a qual nunca obtive uma resposta plausível é simples: para que diabos um país precisa ter um banco estatal? Ou dois? Por mim, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica seriam 100% privatizados amanhã. Ora, se o governo mal consegue administrar seus ministérios e falha miseravelmente nas suas tarefas mais básicas — como saúde, educação e segurança —, por que diabos insiste em brincar de banqueiro?

O mercado escancara essa incompetência. Dados de ativos do final de 2016 mostram que o Itaú Unibanco assumiu o posto de maior banco do país. O Banco do Brasil fechou aquele ano com R$ 1,401 trilhão em ativos — vindo de uma queda, já que tinha R$ 1,448 trilhão em setembro. Enquanto isso, o Itaú cravava R$ 1,426 trilhão.

A discrepância real, porém, surge na eficiência do lucro. O Banco do Brasil lucrou magros R$ 8,034 bilhões em 2016. No mesmo período, o Itaú Unibanco faturou R$ 21,6 bilhões e o Bradesco R$ 17 bilhões.

Quando olhamos para o patrimônio líquido, o cenário se repete: o Itaú lidera com R$ 115,59 bilhões, seguido pelo Bradesco com R$ 100,4 bilhões, enquanto o BB amarga a terceira posição, com R$ 88,7 bilhões.

Agora, repare no tamanho do elefante. Para entregar um resultado muito menor, o Banco do Brasil mantém cerca de 5.500 agências e 113 mil funcionários. O Bradesco roda com 4.700 agências e 84 mil empregados. O Itaú opera com 3.500 agências e 90 mil colaboradores.

Não é preciso ir longe nos números. Cruzando o total de agências, a folha de pagamento, os ativos, o lucro e o patrimônio líquido, resta alguma dúvida de que o Estado é um péssimo gestor?

Vendam essa droga para quem quiser comprar e vamos de uma vez para o futuro — um lugar onde o governo não se mete a ser banqueiro!


Tuesday, February 14, 2017

Mãos atadas e muros cagados!


Um juiz chamado Adriano Marcos Laroca proibiu o prefeito João Dória de limpar as sujeiras que espalharam por São Paulo — sujeiras que insistem em chamar de grafite, arte ou seja lá o que for.

Agora, se o gestor quiser apagar o vandalismo das paredes da cidade, precisa pedir autorização ao Conpresp, um conselho que supostamente existe para proteger o patrimônio cultural. E eu que pensava, ingenuamente, que patrimônio cultural era justamente o que não devia ser rabiscado, pichado ou emporcalhado por maloqueiros. Ledo engano.

Para completar o absurdo, a multa fixada para o descumprimento da decisão é de R$ 500 mil por dia. É evidente que haverá recurso, mas esse ativismo ideológico dentro do Judiciário precisa ser parado.

Essas babaquices de magistrados surgem exatamente no momento em que um administrador decide fazer algo que contraria a agenda esquerdista. O resultado é sempre o mesmo: a população, que deseja apenas uma cidade limpa, fica refém; o gestor, de mãos atadas; e meia dúzia de vagabundos ganha o aval de um juiz para manter a maior metrópole da América Latina toda cagada com essa seboseira.

Tenham vergonha nessa cara!


Monday, February 13, 2017

Duas lutas que importam


Não o conheço, não sei do seu caráter e muito menos da sua história de vida. Nem preciso dizer que não sou cabo eleitoral de ninguém. Mas tem um cidadão no combalido e atrasado estado do Rio Grande do Norte que vem se destacando do resto da mediocridade política local.

Seu nome é Rogério Marinho, deputado federal pelo PSDB. Ele preside uma frente parlamentar mista em defesa do comércio, dos serviços e do empreendedorismo — iniciativa que já reúne 250 deputados e 21 senadores.

A frente atua em parceria com a Unecs (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), grupo que responde por cerca de 15% do PIB nacional — algo em torno de 885 bilhões de reais movimentados por quem realmente produz.

O objetivo central dessa frente é destravar a modernização das leis trabalhistas. Do jeito que a CLT está posta, ela é o grande entrave para a geração de empregos e para o crescimento do país. Esse é o primeiro ponto.

O segundo ponto a favor de Rogério Marinho é sua postura firme em defesa do direito de o cidadão de bem andar armado.

São duas pautas que vão direto contra a mordaça do politicamente correto que tomou conta do Brasil nos últimos anos. Só por encarar esses temas, ele já teria o meu voto. Se ele faz isso por interesse próprio ou se pensa genuinamente no país, pouco me importa. Se está usando essas bandeiras para se promover, está no caminho certo.

Nós o usaremos também. A flexibilização do trabalho e o direito à legítima defesa são duas lutas fundamentais para que este lugar volte a ser um país decente.

Thursday, February 9, 2017

O peso da língua e a conta que chega


Quando o mundo canhoto inteiro acreditava que a candidatura de Donald Trump não passava de uma piada, muita gente falou demais. Mas falou muito. Artistas de Hollywood, cantores, compositores e "intelectuais" aos montes enchiam o peito para dizer que pegariam as malas e se mudariam para o Canadá caso ele fosse eleito.

Até agora não vi nenhum caminhão de mudança. Vocês viram?

Vão nada! Primeiro, porque não são honestos e não cumprem o que pregam. Segundo, porque estão acostumados demais com a boa vida que os Estados Unidos lhes proporcionam. Amigos meus que moram lá repetiam o mesmo discurso, jurando que iriam embora. Vão uma droga!

Outro que falou besteira sem parar foi o primeiro-ministro do Canadá — o símbolo do politicamente correto, Justin Trudeau. Falou um monte de bobagem e, no fim das contas, teve que botar o rabinho entre as pernas. Trump ganhou e aí, mané? Sabe o que sobrou para fazer? Pedir arrego. Afinal, essa turma adora um dinheiro — vide o aumento que ele deu para si próprio recentemente. Todo esquerdista adora dinheiro, e se for fácil, melhor ainda.

Sabe o que resta a ele agora? Ir até Trump com o chapéu na mão. E sabe por quê? Porque cerca de 75% das exportações canadenses dependem do mercado americano, e a sua pose podia colocar toda a economia do país a perder.

Quase sempre, o melhor que fazemos é ficar de bico calado. Ainda mais quando a nossa dependência é muito maior do que aquilo que temos a oferecer.