Thursday, July 23, 2026

O Custo da Lucidez: Por Que o Mundo Pertence aos Obedientes

 

Por que parece que todos aqueles que querem ser livres ou lutam pela liberdade são mortos ou se fodem? O mundo é feito para os escravos, obedientes e seguidores? Essa é uma pergunta incrivelmente pesada e antiga. A sensação de que quem questiona, diverge ou tenta sair do trilho acaba pagando um preço desproporcional é algo que acompanha a história da humanidade desde sempre. Na prática, as estruturas de poder, sejam governos, grandes corporações, dogmas religiosos ou convenções sociais, são desenhadas para buscar estabilidade e previsibilidade. Para qualquer sistema grande funcionar sem atrito, a obediência e o conformismo são muito mais eficientes. O indivíduo que obedece segue as regras, produz, consome e não gera turbulência. Por outro lado, a liberdade real é inerentemente imprevisível. Quem luta por autonomia ou questiona a ordem vigente expõe as falhas da engrenagem e convida outros a fazerem o mesmo. É por isso que o sistema costuma reagir de forma tão dura contra quem não se dobra: não é apenas pelo indivíduo em si, mas pelo risco de contágio da ideia.

Alguns pontos ajudam a entender por que essa dinâmica parece tão implacável. O primeiro é o custo da dissonância. Ser livre exige arcar sozinho com as consequências das próprias escolhas, enquanto o obediente terceiriza a responsabilidade para a massa ou para a autoridade. Quem anda fora da manada perde a proteção do grupo e fica exposto ao atrito direto com o ambiente, já dizia Bob Dylan quando afirmou que para viver fora da lei é preciso ser honesto. Em segundo lugar, tem a ilusão de conforto do conformismo. Para a maioria das pessoas, a liberdade assusta porque traz incerteza. A obediência oferece uma troca simples: você entrega parte da sua autonomia em troca de previsibilidade, aceitação social e uma falsa sensação de segurança. Por isso, a própria sociedade muitas vezes pune quem tenta ser livre, não só os governos ou as instituições. Como dizia Benjamin Franklin, quem vende sua liberdade em troca de segurança acaba sem nenhuma das duas. Por fim, visam o legado versus a sobrevivência imediata. Historicamente, quem bateu de frente com o status quo raramente teve uma vida confortável ou longa. Porém, foram justamente essas poucas pessoas que moveram a história e garantiram os direitos e a lucidez que existem hoje. O obediente sobrevive ao dia a dia sem sobressaltos, mas desaparece na massa. O homem que busca a liberdade assume o risco do confronto, mas deixa uma marca real.

O mundo não foi feito apenas para os escravos, mas foi construído de uma forma em que ser obediente é o caminho de menor resistência. Manter a autonomia mental e recusar-se a engolir tudo pronto é um esforço diário e solitário, mas é a única postura que preserva a dignidade individual, e causa um sofrimento terrível. Acredito que pelo Princípio de Pareto, 80% das pessoas são as que aceitam tudo, enquanto 20% contestam e têm uma vida muito mais difícil por isso. A analogia com o Princípio de Pareto faz todo sentido para explicar essa dinâmica, uma vez que a proporção se encaixa de forma quase cirúrgica na estrutura social: a esmagadora maioria prefere a conveniência da aceitação, enquanto uma minoria assume o desgaste de contestar.

Existem razões muito claras para esses 20% pagarem um preço tão alto por não dobrarem o joelho. O primeiro ponto é o atrito constante contra a corrente. Para os 80%, a vida corre no piloto automático. Seguir o fluxo exige pouca energia mental e quase nenhum confronto. Já os 20% vivem em permanente estado de atrito. Questionar o consenso, recusar diagnósticos fáceis e desconfiar das narrativas oficiais significa ter que provar, sustentar e defender cada passo dado, o que gera uma exaustão existencial gigantesca. Em segundo lugar, existe a punição da manada. A maioria não apenas aceita as regras, mas se torna guardiã delas. Quando alguém dos 20% se recusa a seguir a cartilha, a primeira reação da maioria não é a dúvida, é a hostilidade. O indivíduo livre incomoda o obediente porque a simples existência de quem questiona expõe a passividade de quem engoliu tudo sem reclamar. Lembro como fui hostilizado na época do Covid-19 por me recusar a injetar a arma biológica no meu próprio corpo. Diziam que além de eu ser ignorante, ainda estava colocando a vida deles em risco e que eu não era bem-vindo em muitas casas. Por fim, a solidão das decisões. Quem terceiriza a vida ganha o consolo de ter a quem culpar quando as coisas dão errado, seja o governo, a medicação, a sorte ou o sistema. O contestador não tem essa muleta. Ele assume a responsabilidade integral pelas suas escolhas, pelos seus erros e pelas suas perdas. Essa autonomia traz clareza, mas cobra um pedágio pesado em termos de isolamento e peso nas costas. No fim, os 80% trocam a liberdade pela ilusão de conforto e pela aceitação do grupo. Os 20% escolhem a lucidez, sabendo que a conta dessa escolha é uma vida mais dura, mais solitária, mas visceralmente autêntica.

Mas o que é o Princípio de Pareto que falei acima? O Princípio de Pareto, também conhecido como a Regra 80/20, é uma observação empírica que estabelece uma desproporção natural entre causas e consequências, onde em muitos eventos cerca de 80% dos resultados vêm de 20% das causas. Ele não é uma lei matemática rígida ou imutável, pois os números não precisam somar exatamente 100, mas sim um padrão recorrente observado em sistemas econômicos, sociais, empresariais e comportamentais. O princípio recebeu esse nome em homenagem ao economista e sociólogo italiano Vilfredo Pareto, que viveu entre 1848 e 1923. Em 1896, ao analisar a distribuição de riqueza em seu país, Pareto percebeu que cerca de 80% das terras da Itália pertenciam a apenas 20% da população. Curioso com o padrão, ele notou a mesma dinâmica em outras áreas, até mesmo em seu jardim, onde 20% das vagens de ervilha produziam cerca de 80% das ervilhas. Anos mais tarde, na década de 1940, o consultor de gestão Joseph M. Juran formalizou a ideia para o mundo corporativo e o controle de qualidade, batizando-a de Princípio de Pareto ou a lei dos poucos vitais e muitos triviais.

Vejamos alguns exemplos práticos do Princípio de Pareto. Em negócios e finanças, 80% do faturamento de uma empresa costuma vir de 20% dos clientes. Na produtividade e no trabalho, 80% dos resultados que você produz vêm de 20% do tempo ou esforço investido nas tarefas realmente prioritárias. Em software e tecnologia, 80% dos erros ou bugs relatados pelos usuários são causados por 20% dos defeitos do código. Na sociedade e no comportamento, 80% do tráfego rodoviário concentra-se em 20% das estradas, assim como 80% do tempo usando roupas resume-se a 20% do seu guarda-roupa. A lição central do princípio é entender sobre a seletividade. Como os recursos de tempo, energia, dinheiro e foco são limitados, tentar tratar tudo com a mesma importância é ineficiente. O segredo da aplicação de Pareto é identificar quais são os 20% de alavanca, ou seja, as poucas ações, pessoas ou decisões que realmente geram o impacto massivo nos resultados, e canalizar a maior parte da sua atenção para eles, reduzindo o desgaste com os 80% que pouco movem o ponteiro.

Thursday, February 16, 2017

O governo não sabe ser banqueiro


A pergunta que sempre me fiz e para a qual nunca obtive uma resposta plausível é simples: para que diabos um país precisa ter um banco estatal? Ou dois? Por mim, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica seriam 100% privatizados amanhã. Ora, se o governo mal consegue administrar seus ministérios e falha miseravelmente nas suas tarefas mais básicas — como saúde, educação e segurança —, por que diabos insiste em brincar de banqueiro?

O mercado escancara essa incompetência. Dados de ativos do final de 2016 mostram que o Itaú Unibanco assumiu o posto de maior banco do país. O Banco do Brasil fechou aquele ano com R$ 1,401 trilhão em ativos — vindo de uma queda, já que tinha R$ 1,448 trilhão em setembro. Enquanto isso, o Itaú cravava R$ 1,426 trilhão.

A discrepância real, porém, surge na eficiência do lucro. O Banco do Brasil lucrou magros R$ 8,034 bilhões em 2016. No mesmo período, o Itaú Unibanco faturou R$ 21,6 bilhões e o Bradesco R$ 17 bilhões.

Quando olhamos para o patrimônio líquido, o cenário se repete: o Itaú lidera com R$ 115,59 bilhões, seguido pelo Bradesco com R$ 100,4 bilhões, enquanto o BB amarga a terceira posição, com R$ 88,7 bilhões.

Agora, repare no tamanho do elefante. Para entregar um resultado muito menor, o Banco do Brasil mantém cerca de 5.500 agências e 113 mil funcionários. O Bradesco roda com 4.700 agências e 84 mil empregados. O Itaú opera com 3.500 agências e 90 mil colaboradores.

Não é preciso ir longe nos números. Cruzando o total de agências, a folha de pagamento, os ativos, o lucro e o patrimônio líquido, resta alguma dúvida de que o Estado é um péssimo gestor?

Vendam essa droga para quem quiser comprar e vamos de uma vez para o futuro — um lugar onde o governo não se mete a ser banqueiro!


Tuesday, February 14, 2017

Mãos atadas e muros cagados!


Um juiz chamado Adriano Marcos Laroca proibiu o prefeito João Dória de limpar as sujeiras que espalharam por São Paulo — sujeiras que insistem em chamar de grafite, arte ou seja lá o que for.

Agora, se o gestor quiser apagar o vandalismo das paredes da cidade, precisa pedir autorização ao Conpresp, um conselho que supostamente existe para proteger o patrimônio cultural. E eu que pensava, ingenuamente, que patrimônio cultural era justamente o que não devia ser rabiscado, pichado ou emporcalhado por maloqueiros. Ledo engano.

Para completar o absurdo, a multa fixada para o descumprimento da decisão é de R$ 500 mil por dia. É evidente que haverá recurso, mas esse ativismo ideológico dentro do Judiciário precisa ser parado.

Essas babaquices de magistrados surgem exatamente no momento em que um administrador decide fazer algo que contraria a agenda esquerdista. O resultado é sempre o mesmo: a população, que deseja apenas uma cidade limpa, fica refém; o gestor, de mãos atadas; e meia dúzia de vagabundos ganha o aval de um juiz para manter a maior metrópole da América Latina toda cagada com essa seboseira.

Tenham vergonha nessa cara!


Monday, February 13, 2017

Duas lutas que importam


Não o conheço, não sei do seu caráter e muito menos da sua história de vida. Nem preciso dizer que não sou cabo eleitoral de ninguém. Mas tem um cidadão no combalido e atrasado estado do Rio Grande do Norte que vem se destacando do resto da mediocridade política local.

Seu nome é Rogério Marinho, deputado federal pelo PSDB. Ele preside uma frente parlamentar mista em defesa do comércio, dos serviços e do empreendedorismo — iniciativa que já reúne 250 deputados e 21 senadores.

A frente atua em parceria com a Unecs (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), grupo que responde por cerca de 15% do PIB nacional — algo em torno de 885 bilhões de reais movimentados por quem realmente produz.

O objetivo central dessa frente é destravar a modernização das leis trabalhistas. Do jeito que a CLT está posta, ela é o grande entrave para a geração de empregos e para o crescimento do país. Esse é o primeiro ponto.

O segundo ponto a favor de Rogério Marinho é sua postura firme em defesa do direito de o cidadão de bem andar armado.

São duas pautas que vão direto contra a mordaça do politicamente correto que tomou conta do Brasil nos últimos anos. Só por encarar esses temas, ele já teria o meu voto. Se ele faz isso por interesse próprio ou se pensa genuinamente no país, pouco me importa. Se está usando essas bandeiras para se promover, está no caminho certo.

Nós o usaremos também. A flexibilização do trabalho e o direito à legítima defesa são duas lutas fundamentais para que este lugar volte a ser um país decente.

Thursday, February 9, 2017

O peso da língua e a conta que chega


Quando o mundo canhoto inteiro acreditava que a candidatura de Donald Trump não passava de uma piada, muita gente falou demais. Mas falou muito. Artistas de Hollywood, cantores, compositores e "intelectuais" aos montes enchiam o peito para dizer que pegariam as malas e se mudariam para o Canadá caso ele fosse eleito.

Até agora não vi nenhum caminhão de mudança. Vocês viram?

Vão nada! Primeiro, porque não são honestos e não cumprem o que pregam. Segundo, porque estão acostumados demais com a boa vida que os Estados Unidos lhes proporcionam. Amigos meus que moram lá repetiam o mesmo discurso, jurando que iriam embora. Vão uma droga!

Outro que falou besteira sem parar foi o primeiro-ministro do Canadá — o símbolo do politicamente correto, Justin Trudeau. Falou um monte de bobagem e, no fim das contas, teve que botar o rabinho entre as pernas. Trump ganhou e aí, mané? Sabe o que sobrou para fazer? Pedir arrego. Afinal, essa turma adora um dinheiro — vide o aumento que ele deu para si próprio recentemente. Todo esquerdista adora dinheiro, e se for fácil, melhor ainda.

Sabe o que resta a ele agora? Ir até Trump com o chapéu na mão. E sabe por quê? Porque cerca de 75% das exportações canadenses dependem do mercado americano, e a sua pose podia colocar toda a economia do país a perder.

Quase sempre, o melhor que fazemos é ficar de bico calado. Ainda mais quando a nossa dependência é muito maior do que aquilo que temos a oferecer.